Como Putin consegue jogar em dois campos

Nota introdutória. Este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.

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“Não é nosso interesse estar a dividir alguma coisa, ou pessoas umas das outras, na Europa. Pelo contrário, nós queremos ver uma União Europeia unida e prospera porque a União Europeia é o nosso maior parceiro económico e comercial. Quanto mais problemas existirem na União Europeia maiores são os riscos e as incertezas para nós.”

Estes “nós” são a Federação Russa, e quem disse estas palavras foi Vladimir Putin, pouco antes de viajar para Viena para se encontrar com Sebastian Kurz, o Chanceler Austríaco.

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Uma atitude incompreensível, e irresponsável, do Governo português

Nota introdutória. Este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.
À medida que vemos um crescente número de países (24 quando escrevemos estas linhas), e até a NATO, a expulsar diplomatas Russos como resposta ao ataque a família (pai e filha) Skripal, Portugal resolve ter uma atitude incompreensível e irresponsável.
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros disse à Agência Lusa que a decisão do Governo português “está em curso e rege-se pela defesa dos interesses nacional, europeu e da Aliança Atlântica, mas também pela autonomia, prudência e firmeza”.
Na realidade este tipo de timidez e de “isenção” não cai bem para um país que é um aliado, numa NATO, onde Portugal pertence e depende, assim como contribui para tornar o nosso país cada vez mais irrelevante.
 No lugar de estarmos no “centro da Europa” e juntarmos-nos a todos os países que mostraram solidariedade com o Reino Unido, assim como um aviso a Putin e ao Kremlin. Até mesmo os Estados Unidos, com tudo o que sabemos sobre o Presidente Trump e a sua “dependência” de estar nas boas-graças do Presidente Russo, expulsaram também eles diplomatas e fecharam consulados.
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Esperemos que esta decisão do executivo não seja por pressões de uma esquerda radical, que o governo precisa de aplacar para ter apoio na Assembleia da República. Ainda mais quando provas não faltam que Putin e o Kremlin têm tentando afectar eleições um pouco por todo o mundo, ajudado o regime da Síria, violação de espaços aéreos e marítimos internacionais, assim como um estado de guerra cibernética que vai desde notícias falsas, a bots e hackers.
Esperemos que esta posição mude, e rapidamente.

A “invasão” Russa

motherrNo que pode ser considerado a construção de uma nova “ordem mundial”, que se materializa aos nossos olhos cada dia que passa, já não é possível haver qualquer pretensão que a Federação Russa não é, neste momento, a maior ameaça à coesão do mundo Ocidental, ou pelo menos como conhecemos essa coesão depois da Segunda Guerra Mundial.

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