Presidente Trump e os Elefantes cobardes
Nota introdutória. Este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.
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Numa entrevista ao New York Times, a semana passada, o Presidente dos Estados Unidos “ventilou” a hipótese (seguramente como um trial balloon, recomendado pelos seus advogados) de impedir a investigação que está a ser liderada pelo Procurador-Especial Robert Mueller, ou até mesmo, obrigar o Department of Justice (DOJ) a despedir Bob Mueller. E soube-se, no mesmo dia, que os advogados de Trump, a mando deste, andam a investigar se o Presidente tem poderes para perdoar-se a si, e a membros da sua Administração e família, de algum processo criminal onde possam ser indiciados.
Isto, na mesma altura que foi tornado público que Donald Trump Jr aceitou comparecer numa reunião, com alguém associado ao governo Russo, e com uma troca de e-mail onde o “assunto da mensagem” era… Russia – Clinton – Private and Confidential!!
A resposta do Jr? “Se é aquilo que diz, eu adoro, especialmente na parte final do verão.”



O ano de 2016 foi um ano que vem dar razão as alternativas que os Democratas defendem: liberalismo económico e social, que possam combater com sucesso as propostas protecionistas, das corporações, dos grupos instalados, do conservadorismo e do populismo.
Nos Democratas, estamos principalmente atentos aos diferentes focos de tensão mundial, no grande palco da geoestratégia e da realpolitik.
Terminamos (para já) com esta apresentação de problemas que podem advir de uma Administração Trump na Casa Branca. E, curiosamente, quem mais pode vir a sofrer sobre a sua presidência… acabam por ser os Americanos.
Depois duma apresentação da possível influência que a Administração Trump pode ter sobre o globo, em particular na questão das
Dos muitos desastres que significa termos uma Administração Trump na Casa Branca, um que ameaça ser global, é a incapacidade do Presidente-eleito de querer entender, mudar de opinião, ou ter uma ação positiva, na luta contra as alterações climáticas globais.