Posição dos Democratas sobre a nova lei do financiamento partidário

Os Democratas acham inadmissível a forma como os partidos na Assembleia da República “cozinharam” entre si um conjunto de soluções para resolverem os seus problemas. É escandaloso que, num período em que a transparência quanto a dinheiros doados pelos Portugueses “continua na gaveta”, se realizem acordos políticos como estes, que são muito pouco claros para os cidadãos.

Por que razão um conjunto de entidades, que pouco mais fazem do que procurar a conquista do poder político, sejam vistas como uma “casta” superior, com privilégios que outras entidades não têm, por exemplo, associações de solidariedade que não estão isentas de IVA, de pagamento de IMI, etc…

Este tipo de procedimento deve ser inaceitável para qualquer cidadão. A sociedade civil deve revoltar-se, mesmo aquela que têm uma ligação mais directa com a vida partidária. Estes benefícios para os partidos políticos são uma afronta para todos aqueles que lutam por ter uma intervenção social, com a conhecida dificuldade para fazer isso acontecer, e onde não podem contar com este tipo de benesses.

Esta proposta de lei de financiamento dos partidos, feita às escondidas e à medida, apenas servirá para descredibilizar ainda mais os partidos junto dos portugueses, e em nada contribui para a resolver os verdadeiros problemas que a Democracia parlamentar tem neste momento: falta de líderes, de visão e soluções para o futuro. Além de que é notável que todos os partidos rápida e facilmente se entendam sobre o bolso uns dos outros mas que passem décadas sem se entenderem sobre a vida dos portugueses.

Pelas razões apresentadas, os Democratas exortam o Excelentíssimo Presidente da República a vetar este Decreto-lei, e a reclamar um novo sistema de financiamento dos partidos mais coaduno com a realidade Portuguesa e com as expectativas do eleitorado.

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O processo de Impeachment do 45º Presidente dos Estados Unidos da América

Nota introdutória. Este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.

Em quase duzentos e quarenta anos, a América teve quarenta e cinco presidentes e três processos de destituição, ou “Impeachment”. Nenhum desses processos levou ao afastamento do Presidente, sendo que o mais próximo foi a demissão de Richard Nixon. Gene Healy, do CATO Institute acha que “ É difícil dizer que é histórico que nunca tenha havido um Impeachment de um presidente… é mais fácil dizer que não iniciamos esses processos vezes que cheguem”.

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E é preciso chegarmos à era Trump para vermos serem submetidos artigos para destituição, Articles of Impeachment no original, de um Presidente dos Estados Unidos na Casa dos Representantes.

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Um ano de Administração Trump

Nota introdutória. Este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.

Agora que temos um ano de Presidência Trump, vale a pena fazer uma pequena retrospectiva sobre o que têm sido o equivalente a estar numa “montanha Russa” (sim, o trocadilho é de propósito), onde alternámos entre receios legítimos que a Casa Branca, e a maioria Republicana, vão arruinar os Estados Unidos de uma forma irrecuperável, e o alívio de perceber que essas mesmas pessoas são tão incompetentes que não conseguem destruir o que está feito, o que é consideravelmente mais fácil do que ter de governar uma nação como a América.

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35 milhões de Americanos que votaram em Trump, não votaram em Trump

Nota introdutória: este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas, reagindo ao que se está a passar nos Estados Unidos.

O meu interesse pela política americana não é puramente académico. Tendo vivido nos Estados Unidos durante quatro anos, especialmente desde o tumultuoso período do pós 11 de setembro, até o primeiro ano do segundo mandato da Administração George W. Bush.

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Presidente Trump e os Elefantes cobardes

Nota introdutória. Este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.

Numa entrevista ao New York Times, a semana passada, o Presidente dos Estados Unidos “ventilou” a hipótese (seguramente como um trial balloon, recomendado pelos seus advogados) de impedir a investigação que está a ser liderada pelo Procurador-Especial Robert Mueller, ou até mesmo, obrigar o Department of Justice (DOJ) a despedir Bob Mueller. E soube-se, no mesmo dia, que os advogados de Trump, a mando deste, andam a investigar se o Presidente tem poderes para perdoar-se a si, e a membros da sua Administração e família, de algum processo criminal onde possam ser indiciados.

Isto, na mesma altura que foi tornado público que Donald Trump Jr aceitou comparecer numa reunião, com alguém associado ao governo Russo, e com uma troca de e-mail onde o “assunto da mensagem” era… Russia – Clinton – Private and Confidential!!

A resposta do Jr? “Se é aquilo que diz, eu adoro, especialmente na parte final do verão.”

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Da Polónia, com amor

Nota introdutória: este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.

No verão de 2010, passeando pelas ruas de Old Town de Varsóvia, mão dada com a maravilhosa Anna (Ania) B, que tive a felicidade, durante dois anos, de ser minha namorada, foram-me mostradas, aqui e ali, as cicatrizes que a cidade expõe, orgulhosamente, de um passado recente, onde o povo polaco, e particularmente os habitantes de Varsóvia, sofreram atos horríveis de crueldade.

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As tuas Causas, o nosso Movimento: Transportes públicos em Portugal ecológicos e eficientes

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Soube-se esta semana que o Governo vai comprar 500 “autocarros limpos” (438 autocarros a gás natural e 72 elétricos), com o primeiro-ministro e o ministro do Ambiente a “assinar os termos para encorajar a compra de mais autocarros a gás natural e elétricos”.

A medida é louvável mas escapa-nos qual a visão global do Governo para a #mobilidade #ecologica (ou se há alguma). Esperemos que não seja uma medida avulsa só para português ver.

É necessária uma estratégia nacional que também inclua a optimização dos transportes públicos (entre outros itens) para termos um Portugal mais verde.

Nesse sentido, os Democratas apresentam uma das suas Causas, com o título.

(Todos) os Transportes públicos em Portugal: ecológicos e eficientes

A campanha dos Democratas é para a alteração das regras de compra e de gestão da frota de transportes públicos, por parte do poder local e regional para até 2025 todos os transportes públicos deixarem de ser movidos a combustíveis fósseis.

O PDF da Campanha pode ser visto aqui, e estamos receptivos a quem queira trabalhar connosco para o lançamento, e acompanhamento desta Causa.

Para entrar em contacto connosco, envie um mail para: causas@democratas.pt

O Trumpismo e as eleições na Europa

Nota introdutória: este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.

Das poucas (muito poucas) coisas boas que se pode tirar da eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos, uma delas tem sido o efeito (juntamente com o Brexit, e com o “sentimento de culpa” que esse voto causou no Reino Unido) no despertar de consciências para as consequências de, na política, se tomar… vamos dizer, más decisões.

O desastre que temos visto do outro lado do Atlântico, a juntar à cada vez mais clara influência que a Rússia tenta ter em processos democráticos no ocidente, fez com que os votantes, a imprensa, e até mesmo os aparelhos políticos, começassem a assumir uma posição muito mais crítica, e vigilante, sobre as intenções que certos partidos têm (de uma forma mais, ou menos, declarada) para governar os seus países, ou a Europa.

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Impeachment é uma possibilidade

Nota introdutória: este é um artigo de opinião escrito por Ricardo Silvestre, dos Democratas.

Na espiral descendente que tem sido os últimos dias (últimas semanas, últimos meses) da Adminstração Trump, existe uma observação que é constante, e absolutamente espantosa… o Presidente Trump acha que é intocável, e que nada lhe pode, ou vai, acontecer. Não só está “confiante” nisso, como inclusive, fica admirado quando alguém acha, ou age, em contrário.

Assim, não é de admirar que o despedimento de James Comey, Diretor do FBI, tenha sido um rol de histórias mal contadas, intenções simuladas e obstrução de procedimentos, e em última análise, de justiça.

Alguns exemplos.

O New York Times relatou que dias antes de ser demitido, James Comey, pedira ao Departamento de Justiça (DOJ) um aumento significativo de recursos para a investigação  sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial. Claro que isso “não iria ser aceite” pela Administração, ou até mesmo pelo DOJ, uma vez que Jeff Sessions, o responsável pelo Departamento foi… um dos membros da campanha Trump.

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A França decidiu Macron

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A França decidiu eleger Macron.

Decidiu confiar no centro democrata, racional e pragmático, ao invés de embarcar numa aventura populista extremista, guiada pela ignorância e pelo medo.

Decidiu renovar a confiança na Europa e na União e não nas miragens do nacionalismo e do divisionismo.

Decidiu, colocar um jovem de 39 no leme do país, sinal de uma renovação e de uma revolução. Sinal de uma geração que continua a acreditar nos ideias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Assim, 7 de maio não passou em claro, juntando-se a outras datas simbólicas que tornam a Europa, e França, verdadeiramente grande nos seus valores e ideais. Lembramos que 8 de maio é dia da Vitória na Europa, data formal que marca a derrota da Alemanha Nazi, e que 9 de maio é o Dia da União Europeia.

Os Democratas juntam assim a sua voz, nesta verdadeira Ode à Alegria, como centristas e europeístas que somos e desejamos as maiores felicidades a Emmanuel Macron.

Também desejamos estender os votos de sucesso para as próximas legislativas ao movimento En Marche. Igualmente desejamos sucesso, nas respetivas eleições, aos Liberal Democrats (UK) e ao FDP (Alemanha). Os Democratas estão a trabalhar para igualmente criar em Portugal um movimento alternativo credível ao sistema esquerda/direita caduco e aos populismos que sobem o tom de voz.

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