Financiamento Partidário

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Agora que a proposta da nova lei para financiamento dos partidos volta para a Assembleia da República, não deixa de ser interessante notar que um lado das bancadas parlamentares parece não ter problemas com a ideia de devolver esse diploma ao Presidente da República, que assim não terá outra hipótese que não o promulgar.

Este é o mesmo lado das bancadas que sempre se assumiu como um “centro moralista” da política Portuguesa, na defesa dos “pequenos” e dos “sem vantagens e sem acesso”, e que tantas vezes fazem uma crítica à política como apenas uma luta de poder, e de criação de condições desiguais entre governantes e governados.

Agora, esse mesmo lado das bancadas está confortável com a ideia de uma lei injusta e ignóbil, principalmente num país onde milhares de pessoas passam por dificuldades, e lutam por ter condições para uma vida desafogada e digna. Nessa ala, mais à esquerda do hemiciclo, os partidos procuram-se benesses, não reconhecidas a outras organização ou pessoas que, “no terreno”, fazem aquilo que esses mesmos partidos mais dizem defender.

Ficamos assim a saber que esse quadrante político acaba por cair na total falta de vergonha, aproveitando a oportunidade de ter alguma influência no governo da Nação, para promover todas as coisas que se dizem ser contra: abuso de poder, oportunismo político, falta de transparência, hipocrisia moral.

É verdade que assim é um pouco por todo o espectro partidário, mas a esquerda sempre se arrogou a ser a mais moralista a fazer política. Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço, assim se resume este caso.

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