2018: Reinventar Portugal

fam

2017 não foi de todo, conforme afirmou o Primeiro Ministro, um “ano saboroso”, mas sim, usando palavras do Sr Presidente da República, um “estranho e contraditório ano”.

Se até à semana de 10 de junho o país parecia viver um clima de crescente celebração e optimismo, anestesiando alguns para a crua realidade, esta acabou por nos bater à porta a 16 de junho com força redobrada. A resposta política à tragédia de Pedrógão falhou em toda a linha, e tardou para que, humildemente, fossem reconhecidos erros, falhas e responsáveis. A resposta popular, pelo contrário, foi rápida, generosa e exemplar.

Em outubro o povo fez-se ouvir nas urnas. Mais de 45% dos votantes preferiu ficar em casa a ir votar. Mas parece que esses números não incomodaram muito e, todos os partidos foram, ironicamente, vencedores, continuando o hábito de viverem num mundo próprio.

A realidade voltou a bater à porta a 15 de outubro e a reclamar mais vidas, o preço injusto a ser pago quando as políticas estão desajustadas da realidade.

Estas enormes tragédias, bem como o caso trágico-cómico de Tancos, acabam por ensombrar as vitórias políticas (algumas discutíveis) que o Governo e seus parceiros parlamentares tiveram.

Vivemos um dia-a-dia de constante guerrilha comunicacional em que nenhuma das forças políticas parece querer estar à altura das suas funções, preferindo sacudir responsabilidades para outros capotes.

Neste cenário é de salientar o papel do Presidente, sempre atento (e vocal) no seu papel de fiel da balança, elevando o debate acima da mesquinha luta tribal, marcando cada vez mais a agenda política e as respostas do Governo. Esta sua mensagem de Ano Novo foi um relembrar, a todos os actores políticos, que há funções em que o Estado não deve de todo falhar.

Mas deixando de lado o passado e suas amargas lições e vamos, usando novamente as palavras do Presidente, focarmo-nos na por ele referida “coragem de reinventarmos o futuro”. A mensagem do Presidente foi bem clara quanto aos ingredientes necessários para que esta reinvenção suceda. Tirando o sumo dessa mensagem podemos chegar a 5 curtas ideias para o futuro:

  • uma nova política feita de e para cidadãos, no terreno, ouvindo e envolvendo todas as partes interessadas;
  • uma nova política que devolva aos portugueses a confiança num Estado que não falha nas suas funções básicas, e que não foje às suas responsabilidades;
  • uma nova política que pugne por mais transparência, mais visão e maior humildade e abertura no diálogo e na elaboração de soluções;
  • uma nova política com base na união, no progresso, no serviço e não nas guerras de bastidores;
  • uma nova política que ambicione um Portugal vencedor, assumindo o nosso lugar na Europa e Mundo, como força positiva para a mudança.

Mas como reinventar o futuro se em 40 e poucos anos de democracia, as forças políticas foram adquirindo muitos vícios, dos quais dificilmente se querem separar?

A resposta parece que só pode ser uma: reinventar os políticos e as forças políticas, tendo como corpo os cidadãos que queiram assumir o leme e que estejam dispostos a lutar por um Portugal melhor.

É esse o papel que os Democratas assumem desde a 1ª hora: fundar um partido para reinventar Portugal. Mão à obra!

Search