A França decidiu Macron

macron

A França decidiu eleger Macron.

Decidiu confiar no centro democrata, racional e pragmático, ao invés de embarcar numa aventura populista extremista, guiada pela ignorância e pelo medo.

Decidiu renovar a confiança na Europa e na União e não nas miragens do nacionalismo e do divisionismo.

Decidiu, colocar um jovem de 39 no leme do país, sinal de uma renovação e de uma revolução. Sinal de uma geração que continua a acreditar nos ideias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Assim, 7 de maio não passou em claro, juntando-se a outras datas simbólicas que tornam a Europa, e França, verdadeiramente grande nos seus valores e ideais. Lembramos que 8 de maio é dia da Vitória na Europa, data formal que marca a derrota da Alemanha Nazi, e que 9 de maio é o Dia da União Europeia.

Os Democratas juntam assim a sua voz, nesta verdadeira Ode à Alegria, como centristas e europeístas que somos e desejamos as maiores felicidades a Emmanuel Macron.

Também desejamos estender os votos de sucesso para as próximas legislativas ao movimento En Marche. Igualmente desejamos sucesso, nas respetivas eleições, aos Liberal Democrats (UK) e ao FDP (Alemanha). Os Democratas estão a trabalhar para igualmente criar em Portugal um movimento alternativo credível ao sistema esquerda/direita caduco e aos populismos que sobem o tom de voz.

bears

Interessa também referir um assunto, que secundário, é de grande importância.

Faltavam poucos minutos para a meia-noite de sexta-feira, e pouco antes do período de reflexão que é imposto pela lei eleitoral francesa, nove gigabytes de e-mails, e documentos, supostamente roubados da campanha do principal candidato presidencial Emmanuel Macron foram colocados na net.

Esta foi uma tentativa de última hora para desacreditar o candidato centrista Macron, e fazer com que os Franceses ou não votassem, ou votassem na nativista, e populista Marine Le Pen. Já vimos isso acontecer antes, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos, e não admirou a ninguém que mais um ataque cibernauta a campanhas eleitorais tenham sido feitos para beneficiar o candidato “apoiado” pelo Kremlin, e por Vladimir Putin.

E também ninguém ficou realmente surpreendido ao “ver-se” a “marca electrónica” de Fancy Bear (também conhecido como Pawn Storm e Apt28), que foi o grande responsável pelos ataques nos UK e USA (com a “preciosa” ajuda do Wikileaks).

Porém, esta é a nova maneira de lidar com movimentos anti-democráticos, parte da estratégia da campanha Macron para prevenir e combater estas ataques foi… aceitar os ataques, mas distribuir informação errada.

À medida que os gigabytes começaram a ser difundidos pelos servidores usados por ativistas de extrema direita, começou a crescer o descrédito da qualidade da informação, ao ponto que os próprio Wikileaks tiveram de publicar um tweet a distanciar-se dos conteúdos.

Com diríamos em Francês, “bien joué, monsieur Macron.”

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Finalmente, gostávamos de terminar fazendo uma referência ao grupo EM! Portugal, de quem fomos convidados no encontro organizado em Lisboa para festejar a vitória de Emmanuel Macron. Os Democratas fizeram-se presentes, e os primeiros contactos foram feitos entre duas forças políticas que têm muito em comum.

Para saberem mais sobre o grupo EM! Portugal visitem a página de Facebook em

facebook.com/enmarcheportugal

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