Ética e Transparência: o Caso CGD

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Quem já teve o cuidado de ler o nosso Manifesto certamente reparou que um dos pontos que defendemos é que Portugal seja mais ÉTICO E TRANSPARENTE. Queremos que a economia, a política e a sociedade, de uma forma geral, sejam livres de corrupção. Em que os cidadãos possam saber a cada momento o real estado do país, tenham meios de ser escutados, e que os políticos respondam perante os cidadãos. Também defendemos que todos os cargos de nomeação política (que infelizmente ainda são muitos, cuja escolha é muitas vezes feita sem qualquer transparência e obedecendo a interesses puramente partidários) sejam também sujeitos a escrutínio público.

Dentro desta temática temos seguido com particular interesse o desenrolar do processo de mudança de administração da Caixa Geral de Depósitos que, ontem e hoje teve mais desenvolvimentos, destacando-se a demissão do Presidente António Domingues. 

Desde o início deste processo, em que António Domingues esteve presente em reuniões ainda antes de ser indigitado, até à recusa deste, e outros membros da administração, em entregar a sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, muito tempo e energia se perderam.
Tempo e energia que seriam poupados caso as regras fossem iguais para todos e por todos igualmente cumpridas.
Tempo e energia que poderiam ser dedicados pelo Governo a resolver os verdadeiros problemas da Caixa Geral de Depósitos, e do país.

A Caixa sai descredibilizada, bem como o Governo, especialmente o Secretário de Estado responsável por gerir o processo. Faltou transparência, faltou ética, faltou responsabilidade.
Esperamos que existam consequências políticas e que hajam cuidados redobrados na escolha do novo presidente da CGD, apesar de ser exigida a máxima celeridade neste processo.

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